segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"O DEM está vivo e ativo"


Notícias do Dia, 30.1.12

ENTREVISTA
Paulo Gouvêa – presidente estadual do DEM

O DEM está vivo e ativo
João Meassi


Engana-se quem pensa que o Democratas catarinense desapareceu quando houve a debandada geral para o PSD. O partido está vivo e ativo. E tem até pré-candidato a prefeito em Florianópolis. Trata-se do empresário e presidente da ACIF (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), Doreni Caramori Junior. O DEM terá candidato também em São José e Palhoça. No comando estadual do partido está Paulo Gouvêa da Costa, deputado federal duas vezes, de 1995 a 1998 e 1999 a 2002, secretário do Planejamento e da Educação no governo Jorge Bornhausen, da Administração no governo Amin e secretário dos Transportes de Wilson Kleinübing. Na entrevista a seguir, Gouvêa diz que o DEM está em fase de reconstrução e revisão de rota. Informa que nas eleições municipais o partido vai lançar diversos candidatos. Onde não tiver candidato na cabeça de chapa o partido vai fazer coligação, de preferência com PPS e PSDB.

Depois da debandada geral para o PSD dos principais quadros do Democratas catarinense, incluindo o governador do Estado, todos os prefeitos e as bancadas estadual e federal, em que fase está agora o partido: de reconstrução, renovação e revisão de rota e de rumos?

Acho que as três coisas juntas: reconstrução, renovação e revisão de rota. Num primeiro momento foi a reorganização. Reorganização do ponto de vista institucional e prático, compor a executiva estadual e imediatamente depois fazer as comissões provisórias municipais, porque o partido teve que começar de novo. Tivemos que trabalhar com o que restou. E isso já implicou num movimento de renovação. Porque algumas lideranças nunca tinham estado na política, veja o nosso presidente municipal e pré-candidato de Florianópolis, Doreni Caramori Junior. Grande parte dos pré-candidatos a vereador também nunca tinham sido filiados a partido nenhum. O Democratas é o primeiro partido deles. Eles foram atraídos pelas idéias e pelo vácuo, pelo fato do partido hoje não ter caciques.

O Democratas vai fazer oposição ao governo Colombo?

Essa foi a primeira pergunta que me fizeram lá na origem. E agora? Vocês vão fazer oposição? Não. Não vamos fazer oposição por duas razões: Uma de ordem prática. Oposição ao governo do Estado se faz na Assembléia. Nós não temos deputados estaduais. Não há como fazer oposição. Não teríamos o instrumento próprio de uma democracia. E segundo, porque não faz sentido político, porque é um governo que nós elegemos. Todos nós que estamos no DEM e trabalhamos para eleger esse governo, achamos que é o melhor para Santa Catarina. Não faz sentido a gente dizer: agora sou contra. Não vi nenhuma mudança de rota significativa que justificasse isso.

O partido está pensando em como serão as coligações nas eleições municipais deste ano?

Há tendências. A eleição municipal não tem uma regra geral. A primeira coisa é tentar ter candidato próprio nas grandes cidades. Teremos candidatos em São José, Itajaí, Florianópolis, Blumenau. Onde não for possível ter candidato próprio, vamos estabelecer coligações.

O DEM não está morto e tem capital político que são o tempo na televisão, que chega a quase 3 minutos. Vocês têm sido procurados por outras correntes?

Estamos sendo muito procurados em todos os lugares como parceiros de coligação. A nossa primeira tendência é cabeça de chapa. O que tem de positivo são nossas parceiras que são de oposição ao governo federal - o PSDB e o PPS. Isso é uma tendência natural sempre. Quando formos fazer coligação em qualquer parte do Brasil, sempre se pensará em PSDB e PPS.

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