Nos últimos dias, fui surpreendido com uma avalanche de interpretações desencontradas sobre algumas frases que declarei à imprensa. Poderia fingir que nada aconteceu e esperar que as pessoas esquecessem. No entanto, não faz parte da minha índole (como político e como cidadão) me omitir frente a algo em que me considero injustiçado. De qualquer forma, aproveito para me justificar:
- Sobre eu ter “batizado” o PSD de “Partido da Dalva e do Douglas”:
Se isso foi visto como uma ofensa, peço desculpas publicamente. Mas, minha colocação quis se referir à forma como a sigla tem sido anunciada na mídia – desde nacional até o nível regional: PSD do Kassab (a legenda nacional) e PSD do Colombo e do Bornhausen (na esfera estadual). Logo, em Itajaí seria algo natural denominar de PSD da Dalva e do Douglas. Não vejo ofensa. Pelo contrário. Se eu lutasse para a construção de uma sigla na qual eu acredito e meu nome fosse usado ao se referirem ao partido, ficaria absolutamente lisonjeado e orgulhoso. Não vejo demérito em vincular o nome das lideranças locais ao partido.
- Sobre eu ter chamado o PSD de “Partido Sem Destino”
A conotação desta denominação foi mais séria, e não apenas para desmoralizar a sigla sobre o futuro político. Sou da época em que os nossos pais ensinavam a respeitar e amar nossos professores. E é muito triste e, ao mesmo tempo decepcionante, ver lideranças políticas – que hoje compõe o grupo que vai formar o PSD – se preocuparem mais com a criação da nova sigla do que com a Educação. Em Santa Catarina tivemos um grande exemplo com os professores da rede estadual de ensino. Agora, nos últimos dias, Itajaí também foi exemplo, quando um dos integrantes anunciados do PSD tratou os professores com desrespeito e marginalização – quando entrou em pauta a discussão sobre o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) na câmara de vereadores.
Para concluir, sempre ouvi – e concordei – que “se não tem Educação, não tem destino”, um pensamento parecido com o do escritor Monteiro Lobato. Por isso a minha metáfora em usar o “Sem Destino” ao me referir ao novo partido. Ao invés de caçoar, na verdade estava fazendo um alerta. Um alerta para que os governantes olhem mais para a Educação, para a valorização dos professores e para a qualidade na estrutura das escolas.
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